<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453</id><updated>2011-11-27T21:52:23.132-02:00</updated><category term='preconceito'/><category term='Hipocrisia'/><category term='ateísmo'/><category term='Clube dos Cinco'/><category term='Corrupção.'/><category term='John Hughes'/><category term='Deus'/><title type='text'>O Mundo Segundo Alan Barros Nogueira</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-4932143875294418543</id><published>2010-08-27T21:52:00.003-03:00</published><updated>2010-08-27T21:58:43.135-03:00</updated><title type='text'>Pornô, Indústria Cultural e Zeigeist</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/THhexnXzOLI/AAAAAAAAAHc/_0YWF7Ztrp8/s1600/108_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510258350563211442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/THhexnXzOLI/AAAAAAAAAHc/_0YWF7Ztrp8/s400/108_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre os extras do DVD de Instinto Selvagem, tem uma entrevista com Paul Verhoeven, o diretor do filme. O repórter, ao que parece, da TV holandesa fala sobre o fato dele ser uma das 10 personalidades holandesas de sucesso. Muito sabiamente, Verhoeven afirma que o sucesso é algo relativo e aproveita esse ensejo para dizer que o último filme dele até aquele momento, The Hollow Man, foi um sucesso comercial, mas era um filme vazio para ele. Como diretor, ele afirma ainda que as coisas estão cada vez mais difíceis (isso já na época da entrevista), porque tudo era somente em nome do lucro fácil e da diversão vazia. Francis Ford Coppola, diz algo semelhante nos extras de Drácula de Bram Stocker, onde o ítalo-americano, diz que hoje em dia ele se sente mais realizado com a vinícola que fazendo filmes, pois está no limite do impossível achar financiamento para projetos mais autorais.&lt;br /&gt;No inicio dos anos 80, a feroz crítica de cinema Pauline Kael escreveu um artigo premonitório intitulado “Por que os Filmes são Tão Ruins? Ou, os Números”, e que veio recentemente a tona numa coluna do Andre Barcinski para o portal UOL. No artigo, Pauline já afirmava entre outras coisas que: “Filmes são tão ruins ultimamente que eu não acho que eles estejam atraindo o público, acho que eles estão herdando um público.” Indo mais além: “Os estúdios acreditam que bons resultados de bilheteria são prova de que os espectadores gostam dos filmes, assim como executivos de TV acreditam que os programas de maior audiência são os que o público quer, e não os que o público aceita.” Nem é preciso dizer mais nada. Basta olhar para a grande maioria de filmes em cartaz atualmente.&lt;br /&gt;Voltemos novamente no tempo um pouco. Richard Corliss, em seu artigo When Porn Was Chic, afirma no final do texto que uma das razões para o ocaso do período dourado do cinema pornográfico americano dos anos 70, não foi somente o advento do vídeo-cassete como muitos pensam, e sim o sucesso de filmes como Tubarão e Guerra nas Estrelas. Já que o sucesso acachapante dessas duas películas entre a massa de jovens e adolescentes fez com que executivos, distribuidores e exibidores ignorassem qualquer tentativa voltada mais para o mercado adulto. Convém lembrar aqui, que estamos falando dos filmes pornôs feitos no chamado fenômeno do pornô chic, que iam além do mero espetáculo onanista para tentar uma abordagem mais profunda e ousada dos inúmeros aspectos da sexualidade.&lt;br /&gt;Voltemos então a 2010. O panorama da indústria do entretenimento de um modo geral, é desolador. O mercado musical sofre com um processo de baixas vendas, menos por culpa dos downloads ilegais e mais devido aos sucessivos investimentos acéfalos dos executivos em músicas descartáveis, o público realmente consumidor de música, envelheceu, muitos dos possíveis apreciadores de música foram educados por muito tempo com música ruim, sem significado. Como poderiam eles, saber que música é algo mais profundo, se durante anos essa industria empurrava goela abaixo coisas que você ouve agora e esquece daqui a pouco? Como demonstrar a importância de se ouvir algo que um compositor trabalhou durante um bom tempo, pensou numa letra com algum significado profundo, e cuja produção é algo cheio de camadas, quando o que os executivos ensinaram foi a consumir a imagem vazia? Isso gera até um outro problema mais subjetivo. Antigamente, quando alguém comprava um CD ou até mesmo LP mais complicado, reunia-se aos amigos para compartilhar o momento que era ouvir aquele material. Havia uma troca cultural no processo de se ouvir música. Hoje está mais fácil, mas ainda que a internet permita a torça de impressões sobre determinado trabalho em escala global, nem todos estão dispostos a isso. Mesmo porque não foram educados para isso.&lt;br /&gt;O fenômeno é semelhante com os quadrinhos, que nos anos 90 sofreram com a idéia das Estórias e séries eventos, mas de cuja profundidade era a mesma de uma colher. Estória que venderam horrores, mas cuja relevância cultural pode ser medida no que acontece hoje. Por mais que se diga que quadrinhos estão hoje mais importantes do que nunca foram por causa da associação com Hollywood, é melhor olhar com mais atenção. Ou achar que faturar milhões com adaptações para o cinema seja o termômetro de sucesso desse povo. Quando se cria um personagem de quadrinhos já pensando na adaptação para a tela grande e não no desenvolvimento de um mitologia toda própria na Nona arte, é porque tem algo muito errado. Melhor é ser logo corajoso e escrever a droga de um roteiro para cinema. Já se vai muito tempo, quando nos anos 80 os quadrinhos foram tomados de assalto por coisas relevantes como as estórias do Demolidor feitas por Frank Miller. Sandman do Neil Gaiman, Watchmen do Moore. Material que até hoje é relevante. Passados muitos anos, Frank Miller virou um arremedo de roteirista para os quadrinhos e uma nulidade como cineasta (basta ver a sua adaptação para o Spirit). Cabe lembrar que estou falando aqui do Mainstream, eu sei que tem coisas muito boas sendo feitas de modo independente. Mas até mesmo esses tem uma certa dificuldade de sobrevivência.&lt;br /&gt;A coisa é tão feia quanto com o cinema. A era dos filmes eventos continua. Avatar foi um espetáculo vazio, cujo previsibilidade do roteiro é proporcional ao sucesso de bilheteria, muito em função do 3D, o que fez com os executivos da indústria, essa raça de engravatados acéfalos queiram fazer qualquer bobagem em 3D. O que essas bestas não percebem, ou percebem mais não se preocupam com isso por serem de uma raça parasitária que não está nem aí se o cinema vai viver ou morrer, desde que eles arrumem outro lugar para sugar a vida. O que eles não percebem é justamente que ousadia, integridade é o que faz de algo duradouro. Muitos fãs de cinema, ainda assistem E O Vento Levou (feito em 1939), Laranja Mecânica (1971), Apocalypse Now (1979). Mas é bom ficar quieto ou os executivos boçais podem entender errado e quererem fazer mais um dos desnecessários remakes que aparecem durante o tempo todo. Muitos filmes atuais são feitos com o toque do imediatismo, quanto tempo as pessoas continuarão assistindo Crepúsculo e congêneres? Os filmes hoje obedecem a uma formula, que pode até gerar dividendos nas bilheterias, mas que é danoso a arte e a industria no médio e longo prazo.&lt;br /&gt;Isso nos leva a um exemplo perfeito do ontem de lucro, que gerou um presente desolador. A indústria pornográfica está agonizando, por culpa dela mesma. Que durante anos se rendeu ao lucro fácil dos filmes gonzos. As produções baratas e rápidas feitas para o mercado de vídeo gerou lucros absurdos durante muito tempo, mas acostumou o público apenas as cenas de um modo isolado, não ensinou como o pornô setentista a ver o todo, a ver o sexo mesmo explicito inserido num contexto narrativo-dramático e estético. Não é a toa que os downloads ilegais afetariam. Com o gonzo, para que vou me preocupar em ter um filme inteiro de cenas repetitivas, se eu quero apenas um pequeno trecho para ver enquanto me masturbo?&lt;br /&gt;Existem muitas pessoas querendo fazer algo diferente. Essas pessoas penam com os vícios cultivados pelos idiotas da industria que sabotaram toda uma área do entretenimento. Foi assim com o pornô, e será assim na música, e no cinema, em escala menor, mas será.&lt;br /&gt;Só que ao invés de lamentar. Se pode usar a internet como uma ferramenta de apoio, e com ela ainda assim tentar fazer algo relevante, e não somente mais do mesmo para consumo imediato.Por isso há que se celebrar as iniciativas de gente como Maria Beatty que faz filmes belíssimos, que até o mais radical anti-pornô fica balançado ao ver. O meu amigo Ruy da x-plastic, que navega contra a corrente descartável aqui do Brasil. Chase Lisbon da Supercult. Erika Lust, ainda que um pouco chatinha no seu discurso, mas seus filmes tem uma característica toda própria. A Jennifer Lyon Bell. E claro, o kink.com. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.bleuproductions.com/boyinbathtub.htm"&gt;http://www.bleuproductions.com/boyinbathtub.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso é um filme pornô. O que mostra que é possível fazer algo relevante e ousado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-4932143875294418543?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/4932143875294418543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=4932143875294418543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/4932143875294418543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/4932143875294418543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2010/08/porno-industria-cultural-e-zeigeist.html' title='Pornô, Indústria Cultural e Zeigeist'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/THhexnXzOLI/AAAAAAAAAHc/_0YWF7Ztrp8/s72-c/108_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-2397889345557601597</id><published>2010-07-05T16:56:00.003-03:00</published><updated>2010-07-05T17:12:08.584-03:00</updated><title type='text'>Two-Lane Blacktop</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDI8ScKBRvI/AAAAAAAAAHU/07N6cyU1Pyk/s1600/two-lane-blacktop-car1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490517183211587314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 328px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDI8ScKBRvI/AAAAAAAAAHU/07N6cyU1Pyk/s400/two-lane-blacktop-car1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDI8SCfj0hI/AAAAAAAAAHM/IVkfqseCSos/s1600/two-lane-blacktop1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490517176322609682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDI8SCfj0hI/AAAAAAAAAHM/IVkfqseCSos/s400/two-lane-blacktop1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDI8RHSlC3I/AAAAAAAAAHE/1yMK15DJCCc/s1600/two_lane_blacktop.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490517160430472050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDI8RHSlC3I/AAAAAAAAAHE/1yMK15DJCCc/s400/two_lane_blacktop.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando sou perguntado a respeito de meu gênero de cinema favorito ou alguma questão semelhante, por vezes fico exasperado sem saber como responder, não tenho uma resposta fácil, por até mesmo não ter um gênero favorito. Particularmente, me interesso mais por temáticas e afins.&lt;br /&gt;Mas noto que na minha lista de filmes favoritos, um gênero ou subgênero aparece com um freqüência ligeiramente maior, mas muito ligeiramente mesmo. Falo dos road-movies.&lt;br /&gt;Dentre os meus road-movies favoritos, um entrou na lista recentemente, Two-Lane Blacktop. Lançado em 1971, "Two-Lane Blacktop" é indiscutivelmente um dos melhores road-movies existenciais feitos entre o final dos anos 60, início dos anos 70 (incluindo aí "Easy Rider" e "Vanishing Point", esse aqui um favorito também e sobre o qual um dia falarei). O diretor Monte Hellman faz um exame cru, por vezes contundente, da alienação americana. O filme é simplesmente brilhante devido à sua recusa em ceder as facilidades do mero comercialismo. Um filme sobre um grupo em busca de corridas de carro aonde não se vê corridas de carro. Aliás, existe até uma corrida em "Two-Lane Blacktop", embora essa pareça terminar antes mesmo de começar. Existem extraordinários muscle cars também. Mas Two-Lane Blacktop é um estudo de personagens, embora os personagens não sejam pessoas como nós particularmente conhecemos.Os três principais personagens, almas perdidas num vazio de identidade e emoção. James Taylor (sim, aquele cantor mela-cueca trazido ao rock in rio por Roberto Medina), Dennis Wilson (o único surfista de verdade dos beach boys) e Warren Oates (não é o Oates de hall &amp;amp; oates) vivem os personagens principais, o que poderia já causar um certo estranhamento, mas o filme é muito bom. Taylor e Wilson cruzam silenciosamente as pequenas estradas do interior dos EUA procurando pela próxima corrida em seu Chevy ‘55. Eles acabam encontrando com Oates, um sujeito meio nervoso e tagarela que vive perdido em algum tipo de crise de meia-idade, enquanto leva caronistas no seu GTO.Acrescente nesta mistura uma jovem caronista interpretada de maneira soberba por Laurie Bird. Ela salta para frente e para trás entre estes três homens, sempre evitando suas desastradas tentativas de assédio.&lt;br /&gt;"Two-Lane Blacktop" é um estudo de homens tristes perpetuamente perdidos em alguma desconhecida paisagem americana. Eles são fantasmas pairando, sem identidade, para sempre à procura de um sentido que não pode ser encontrado. Não há respostas nem verdades simplórias na complexa odisseia de Hellman. Estes homens estão presos, os seus carros servindo como caixões ambulantes, sem resgate aparente na próxima curva, destinados inexoravelmente a avançar cada vez ainda mais longe.&lt;br /&gt;O início dos anos 1970, a música vinda do rádio AM, combinado com postos de gasolina anónimos, restaurantes de beira-de-estrada (ainda tem hífen?) e numerosas pequenas localidades, tudo contribui para o efeito global do sombrio estudo de personagem que Hellman fez. "Two-Lane Blacktop" é um dos melhores filmes americanos, e que quase ninguém jamais ouviu falar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-2397889345557601597?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/2397889345557601597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=2397889345557601597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/2397889345557601597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/2397889345557601597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2010/07/two-lane-blacktop.html' title='Two-Lane Blacktop'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDI8ScKBRvI/AAAAAAAAAHU/07N6cyU1Pyk/s72-c/two-lane-blacktop-car1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-3484309733494412546</id><published>2010-07-04T22:42:00.003-03:00</published><updated>2010-07-04T23:24:52.528-03:00</updated><title type='text'>Os Melhores Dias de Nossas Vidas (Inside I'm Dancing)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDFCUdpx76I/AAAAAAAAAG8/DNSPmDEzBQo/s1600/roryosheawashere.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490242340066029474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDFCUdpx76I/AAAAAAAAAG8/DNSPmDEzBQo/s400/roryosheawashere.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDFCTxA6-hI/AAAAAAAAAG0/YWmtJfjowno/s1600/16136752.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490242328083495442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDFCTxA6-hI/AAAAAAAAAG0/YWmtJfjowno/s400/16136752.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDFCTuNvO3I/AAAAAAAAAGs/NTt78zIIlZE/s1600/2005_rory_oshea_was_here_003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490242327331945330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDFCTuNvO3I/AAAAAAAAAGs/NTt78zIIlZE/s400/2005_rory_oshea_was_here_003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Existe um pequeno filme independente irlandês, que até existe em DVD no Brasil, mas que é difícil de achar e sobre o qual eu sempre quis falar aqui. Se puderem (partindo do pressuposto que esse blog é lido por mais do que uma pessoa) procurem-no, vale a pena assistir.No filme James McAvoy, mais conhecido por seu trabalho em "O último Rei da Escócia", interpreta Rory, um jovem rebelde, bem-humorado, que fala o que pensa e não liga para convenções sociais. O diferencial de Rory em relação a outros rebeldes do cinema, reside no fato que ele vive numa cadeira de rodas, desde de muito cedo, já que ele sofre de Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença genética progressiva que se manifesta nos primeiros anos de vida. Logo quando a criança começa a andar.Rory é enviado para uma instituição de auxilio a deficientes aonde faz amizade com Michael, um outro garoto em cadeira de rodas. Michael tem paralisia cerebral, logo tem dificuldade de fala, mas consegue mover os membros com certa dificuldade. O contrário de Rory, cuja doença já deve estar no estágio final em sua progressão, já que ele não possui movimentos do pescoço para baixo. Cabe aqui um aviso, se pesquisar, irá ver que quem sofre de Distrofia Muscular de Duchenne dificilmente passa dos 21 anos de idade, morrendo antes por falência da capacidade do diafragma. Logo não se trata aqui de um espoiler dizer que Rory morre no fim do filme. É um filme independente e não um conto de fadas com um milagre no final.Mas agora falando de porque esse é um filme marcante, e que a cada vez que assisto descubro como ele pode ser uma metáfora com relação ao modo como muitos de nós encaram a vida. Não sofro de uma doença degenerativa ou que eu vá morrer cedo... espero. Mas existem elementos marcantes aqui como em toda obra de arte que nos ajudam a encarar o mundo por um prisma todo pessoal. Rory é um espírito indómito, ele se incomoda com o modo como as pessoas tratam os que possuem algum tipo de necessidade especial, eles tem dificuldades, mas não são incapazes. Não são diferentes de mim, de você ou de quem quer que seja. Eles pensam, amam, sofrem e querem se divertir. Mas o modo como Rory mostra isso é que é sensacional, ele leva Michael na primeira noite deles na rua a um bar e a uma danceteria, tudo por causa de uma garota que eles vêem na rua, Siobhan. Siobhan questiona Rory na danceteria o que ele fazia ali se não podia dançar, ao que Rory responde "Inside I'm Dancing" (Por dentro, eu estou dançando). É isso, a frase que acabou sendo usada como o título do filme na Irlanda, define o personagem sem precisar de longos diálogos. Perfeito como construção narrativa do roteiro.Rory conduz Michael a se rebelar, a viverem fora da instituição que os acolhia, a serem independentes. E escolhem como enfermeira, a mesma Siobhan, que não tem experiência para tal. Mas isso não importa. Michael se apaixona por Siobhan, Siobhan por sua vez é apaixonada por Rory, que até tem sentimentos reciprocos por ela, mas conhecendo o seu destino, o da morte iminente, sublima isso em função de empurra-la para o amigo. As coisas não vão acabar bem nesse triângulo sui-generis. Quando a situação chega no limite, e Siobhan se vê forçada a abandonar os dois. Michael tenta implorar, mas Rory diz em seu modo cruel de encarar a vida que "periquitos não namoram tatus", crueldade sublimando a dor. Siobhan encerra a discussão com "Eu não posso ajudar quem eu amo, eu não posso ajudar quem eu não amo". Verdades que trazemos para a vida num roteiro simples, mas que possui camadas.É aqui que esqueço o filme, acontece mais coisas até o final, mas deixo para aqueles que quiserem assistir verem. Me concentro agora, no que esse filme carrega de conexão com o modo como muitos encaram a vida. De certo modo, todos nós temos nessas deficiências como Rory, cujo cerebro e modo de pensar não é acompanhado pela incapacidade física de seu corpo. A mente dele é maior que o corpo dele, isso o faz cru, isso o faz prisioneiro de sua própria existência. Assim como muitos de nós que vêem a existência massacrar as nossas vontades. Muitas vezes amamos a quem não podemos amar, somos amados por quem não queremos. E sempre estamos ferindo ou sendo feridos, não por nossos desejos, é nossa inabilidade lidar com essa situação. Quantas vezes não ouvi por aí, que vivo no lugar errado, que nasci no lugar errado. Pretensão minha? Pode até ser. Mas é fato que de certo modo, todos nós temos nossas próprias incapacidades ou limitações. Quase sempre somos obrigados a ouvir que devemos nos submeter e desistir de sermos nós mesmos. As convenções sociais, são a nossa doença degenerativa.Quantas vezes seu desejo real esbarrou naquilo que um mundo quer de você, ou pior quando você assume ser você mesmo você vira um deficiente solitário aos olhos da sociedade?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-3484309733494412546?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/3484309733494412546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=3484309733494412546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/3484309733494412546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/3484309733494412546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2010/07/os-melhores-dias-de-nossas-vidas-inside.html' title='Os Melhores Dias de Nossas Vidas (Inside I&apos;m Dancing)'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/TDFCUdpx76I/AAAAAAAAAG8/DNSPmDEzBQo/s72-c/roryosheawashere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-6047759376509167767</id><published>2009-10-13T14:34:00.004-03:00</published><updated>2009-10-13T15:06:59.289-03:00</updated><title type='text'>Aquele com Friends.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/StS-0lCbiPI/AAAAAAAAAGY/zBvJPLGPIJ4/s1600-h/friends1024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392144464374106354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/StS-0lCbiPI/AAAAAAAAAGY/zBvJPLGPIJ4/s400/friends1024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sempre me pego assistindo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;reprises&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Friends&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;enésima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; vez. E olha que tenho a caixa com a quarta temporada. Aliás, a quarta temporada é a minha favorita, mais pela presença de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ingleses ao longo da temporada do que por muitos dos episódios em si. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Posso considerar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Friends&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; como uma das melhores coisas já feitas para a TV (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Seinfeld&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não conta, é obra-prima e por isso é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Hours&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Concours&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu estava observando o motivo de se ver tantas vezes um mesmo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;episódio&lt;/span&gt;. O forte de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Friends&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, além de um bom texto calcado em bons &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;diálogos&lt;/span&gt;, está na construção das situações envolvendo o porquê daqueles seis serem amigos. Gostamos deles por suas qualidades, por nos lembrarem do valor da amizade, isso é o que se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sobressai&lt;/span&gt; na primeira olhada. Mas eles, os personagens, gostam um do outro apesar de seus defeitos. Sim, são os defeitos de cada personagem que exacerbados fazem o grande ponto forte da série. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Mõnica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um obsessiva-compulsiva, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;maníaca&lt;/span&gt; por organização e limpeza e extremamente controladora. Rachel é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;patricinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; mimada, por vezes egoísta e que sabota os relacionamentos por não entender e compreender as necessidades do outro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Phoebe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;espécie&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;hiponga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; maluca, sem senso de realidade e com uma queda por sexo pervertido. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Ross&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, é um Doutor em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Antropologia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que sempre se acha o dono da verdade, mas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;paranóico&lt;/span&gt; em relação aos relacionamentos e que estragou a felicidade de um ou duas mulheres tentando fugir de seu masoquista interesse pela Rachel. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Chandler&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, é um inconstante sarcástico, que usa o humor acido para compensar os traumas de seu passado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Joey&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, é um bobo alegre, meio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;misogino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que tem medo de relacionamentos. Com tudo isso eles se amam, e aqui na minha opinião está o ponto forte da serie, eles são amigos apesar das falhas justamente porque devemos lembrar que não devemos buscar corrigir nossos amigos, devemos aceitá-los como eles são, e sempre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;extender&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a mão, oferecer um ombro e estar sempre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;disponível&lt;/span&gt; para um abraço reconfortante. Essa é a magia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Friends&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tanto que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Joey&lt;/span&gt; se tornou o personagem mais popular da serie justamente por ser aquele que mais tentava manter os amigos unidos, em meu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;episódio&lt;/span&gt; favorito, quando vemos eles em seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;aniversários&lt;/span&gt; de 30 anos, em todos os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;aniversários&lt;/span&gt; o ponto comum era justamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Joey&lt;/span&gt; reclamando com Deus por ver seus amigos envelhecerem. Mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Joey&lt;/span&gt; era o mais popular dentro da serie por ser o grande ponto de conexão, mas os executivos da TV (sempre eles, essa massa cujo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;salário&lt;/span&gt; alto é inversamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;proporcional&lt;/span&gt; ao Q.I.) não entenderam isso e criaram um Spin-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Off&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;desnecessário&lt;/span&gt; e sem graça, tanto que não sobreviveu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-6047759376509167767?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/6047759376509167767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=6047759376509167767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/6047759376509167767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/6047759376509167767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/10/aquele-com-friends.html' title='Aquele com Friends.'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/StS-0lCbiPI/AAAAAAAAAGY/zBvJPLGPIJ4/s72-c/friends1024.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-258682621330653286</id><published>2009-10-03T00:23:00.002-03:00</published><updated>2009-10-03T00:50:43.905-03:00</updated><title type='text'>Rio 2016? Parei!</title><content type='html'>O que levou o COI (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Comitê&lt;/span&gt; das Observações &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Inúteis&lt;/span&gt;), a escolher o Rio como sede dos jogos de 2016?&lt;br /&gt;O melhor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;projeto&lt;/span&gt; era o de Tóquio, o mais sólido era o de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Madrid&lt;/span&gt;, e Chicago, bem eu não sei qual era a de Chicago, mas diziam que era uma candidatura forte. No entanto, o Rio com seu trem da alegria do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Pan&lt;/span&gt;(&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Dêmonio&lt;/span&gt;) foi a cidade escolhida. Dizem que foi por causa do dinheiro garantido, claro, com meu dinheiro e com seu dinheiro também &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;contribuinte&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;otário&lt;/span&gt; fica fácil ganhar qualquer coisa, menos se você &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;quiser&lt;/span&gt; saúde e educação. Dinheiro público não foi feito para saúde e educação.&lt;br /&gt;Talvez um dos motivos tenha sido o almoço que Paulo Coelho tenha tido com 70 esposas de delegados do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;COI &lt;/span&gt;no restaurante mais caro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Copenhague&lt;/span&gt; e cuja conta foi paga pelo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;contribuinte&lt;/span&gt; brasileiro. Dinheiro público não foi feito para saúde e educação. Talvez esse almoço do nosso mago da má literatura com essas senhoras de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Botox&lt;/span&gt; até na alma, tenha servido para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;convencer&lt;/span&gt; os maridos das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;dignissimas&lt;/span&gt;, após a farra com prostitutas que levou o COI a escolher Londres em 2012. Consciência pesada é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;porre&lt;/span&gt;. Deve ter delegado dormindo na sala até hoje.&lt;br /&gt;Pior do que saber disso, ou ver os discursos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Poliana&lt;/span&gt;-mergulhada-no-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;prozac&lt;/span&gt; do nosso presidente. É ver as lágrimas de crocodilo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;debiloide&lt;/span&gt; do governador do Rio, ou a cara de fuinha desonesta (é pleonasmo?) do Prefeito. Aliás, o que o carioca tem na cabeça? Eduardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Paes&lt;/span&gt; não poderia vender carros usados sua cara não passa confiança, e no entanto virou prefeito. Imagine a cena, você chega para comprar um carro e dá de cara com o Eduardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;paes&lt;/span&gt;, você compraria?&lt;br /&gt;Vendo a festa com dinheiro público que já foi a candidatura, a viagem desse imenso Trem da Alegria, que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;incluía&lt;/span&gt; até uma ex-estudante de cinema da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;UFF&lt;/span&gt; que ganhou uma medalha de bronze em Pequim, a mulher é um atleta &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;medíocre&lt;/span&gt;, fala mal, e não é lá muito inteligente, o que a beleza não faz? E toda a manada do COB (Caixinha, Obrigado Brasil). Dinheiro público não foi feito para saúde e educação.&lt;br /&gt;Copa do Mundo em 2014 e Jogos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Olímpicos&lt;/span&gt; em 2016, ao invés de estudar cinema, eu deveria ter uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Camargo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Correa&lt;/span&gt;, Uma Andrade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Gutierrez&lt;/span&gt;. Esses sim estão comemorando mais que o resto do povo brasileiro, porque esse toma porrada e ainda ri, é o complexo de hiena, come carniça, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;transa&lt;/span&gt; uma vez por ano e ainda ri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-258682621330653286?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/258682621330653286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=258682621330653286' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/258682621330653286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/258682621330653286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/10/rio-2016-parei.html' title='Rio 2016? Parei!'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-5044296556395295223</id><published>2009-09-01T02:30:00.002-03:00</published><updated>2009-09-01T02:37:50.677-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hipocrisia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><title type='text'>Ótimo Texto</title><content type='html'>Recebi esse texto por e-mail, eu estava pensando em escrever algo a respeito desse episódio, mas o professor aqui embaixo fez isso de modo melhor, logo, prefiro colocar o que ele escreveu, claro, creditando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver sem corpo na Bahia – e no Brasil todo!&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli&lt;br /&gt;    O Brasil não é mais um país de brancos. As estatísticas mostram isso. Nosso país se orgulha, agora, de ser uma democracia racial. Este é o discurso oficial. Mas, na vida cotidiana, o preconceito com a cor se mistura à hipocrisia e ao medo da sensualidade, sempre associada aos mais escuros de pele, e continua criando dificuldades para muitas pessoas. Entre essas pessoas, as mulheres são as mais visadas.&lt;br /&gt;    Uma bela mulata, jovem, formada em pedagogia, subiu no palco em um show de pagode e dançou o ritmo que está tomando a Bahia, o “Todo enfiado”. No meio da dança, o vocalista levanta a saia da moça. É claro que ela não deu vexame, ela não saiu dali chorando e espancando o vocalista. A professora estava participando de uma festa. Pode não ter gostado do que ocorreu, mas jamais iria descer do palco em atitude agressiva. É claro que os celulares filmaram tudo. Uma vez na Internet, a professora foi identificada e perdeu o emprego. Ela dava aulas para crianças de cinco anos em uma escola particular. Não contentes com isso, os bahianos vizinhos dela, por meio de pressão moral e psicológica, empurraram a moça para fora do bairro, onde morava com o filho pequeno.&lt;br /&gt;    A professora preferiu não servir de mártir. Acuada, não deu entrevistas. Provavelmente tem medo de não conseguir mais emprego. Não estou falando de um estado sulista não! Estou contando um caso da Bahia, recém ocorrido.&lt;br /&gt;    Este é o Brasil da democracia racial não oficial. Quando escuto e vejo isso, e quando olho o tratamento que a imprensa televisiva deu ao caso, tenho vergonha do Brasil. As televisões que menos desaprovaram a moça, ainda assim falaram dela com certo asco na voz. A professora estava dançando e não podia prever que iria ter a bunda mostrada. Era um divertimento. Ela tinha esse direito. Por um quase exagero do vocalista, ela pagou um preço muito alto. Agora, a culpa é do vocalista ou dela? Não há culpa. Não há culpa! Isso é que é necessário entender. Não é possível que ao compartilhar do ethos do povo, um elemento individual da sociedade que usufrui desse ethos, seja punido. A professora nada fez senão dançar o que todos nós dançamos: a dança de pessoas de uma democracia racial.&lt;br /&gt;    A dança que toma os palcos bahianos é igual a qualquer outra dos últimos vinte anos, do “Tcham” à “Dança da Bundinha”. Que os jovens, principalmente os que sabem rebolar e possuem a jinga no sangue, venham a fazer isso em particular ou em público, é alguma coisa não só permitida, mas é, na prática, incentivada. A professora está na casa dos vinte, portanto, cresceu com isso. Faz parte do que aprendeu como correto, e é o correto. É bobagem dos conservadores eles quererem transformar a dança e o divertimento em “foi lá para mostrar o rabo”. E se foi, e daí? Danças mostram partes do corpo, impossível dançar sem o corpo. O próprio nome da dança, como tantas outras, diz claramente que a sensualidade envolvida na coisa é, de fato, a sensualidade do momento, da exibição de certas partes do corpo e com certas posições e relações entre roupa e corpo. Não podemos confundir o ato de mostrar uma parte do corpo em uma dança e o ato de mostrar a parte do corpo em um determinado lugar para uma determinada pessoa, em gesto que pode ser qualificado de obsceno. Não há dança obscena.&lt;br /&gt;    A atividade da professora, ao dançar, não foi na escola. Nem mesmo foi ela quem filmou e colocou na internet. Além disso, mesmo que tivesse dançado na escola e posto na internet, ainda assim seria necessário ver que todos, nos últimos trinta anos, estiveram diante de babás eletrônicas (ah, loiras podem!) que dançaram mostrando partes do corpo. Claro! Como dançariam sem corpo? Ah, querem dança disciplinada? Dança não é marcha militar!&lt;br /&gt;    Se todas as mulheres não puderem nem mais cruzar as pernas em um bar porque, se filmadas e aparecer a calcinha, serão demitidas, então teremos institucionalizado o terrorismo de todos contra todos. É necessário parar agora com isso. Não parar de filmar. Mas parar com o ataque da pressão social que quer fazer o nosso corpo desaparecer. Ou paramos agora com isso ou vamos começar a punir a nós mesmos por sermos o que somos. Criar problema contra o fato da moça mostrar o corpo pertence ao mesmo tom de conversa daqueles que invocavam com Lula por ele ter barba. É a exigência do “padrão do corpo”, é o desrespeito a tudo que somos como humanos. Não é moralismo não. O moralismo é apenas casca, neste caso. É vontade, mesmo, de colocar “na linha” os que, com sua presença exuberante, mostram para nós que somos corpo. Os conservadores odeiam essa lembrança. Pois, quando ficam sabendo que somos corpo, percebem que todos iremos morrer – desaparecer. Eles não querem aceitar isso, querem ser imortais, então, não admitem que somos todos corpos. Cada um de nós é ou gostaria de ser aquilo que a professora soube mostrar, e que os conservadores amam e odeiam: a beleza do corpo.&lt;br /&gt;    Os conservadores que demitiram a moça ou que a pressionaram e os donos do colégio que, enfim, disseram que ela não foi demitida (mas não foi incentivada a ficar), vão ganhar o troco mais cedo do que esperam. Suas filhas vão dançar o “Todo enfiado” na frente deles. Com 6, 7, 12 ou 15 anos. Todas vão mostrar as nádegas e vão gingar muito. As mulatas irão, talvez, gingar melhor que as brancas. Isso ocorrerá não só em Salvador, mas no Brasil todo. No entanto, no cotidiano, a professora vai carregar a marca da discriminação. O ethos do qual ela participa, vencerá. Sabemos disso. No entanto, não podemos viver da glória hegeliana de achar que os indivíduos devem pagar o preço pelo sucesso da história em seu rumo à liberdade. Não! Temos de fazer justiça a cada indivíduo, agora, para não ter de criar cotas justiceiras futuras. A professora precisaria ter a lei a favor dela agora, neste momento. A OAB e o próprio presidente da República e os candidatos à presidência, todos deveriam apoiá-la. Agora sim, o governador da Bahia deveria vir a público, como fez naquele espalhafatoso caso do professor universitário que deu entrevista na rádio mostrando preconceitos de toda ordem. Naquele caso, era fácil. Quero ver agora, em que o preconceito contra nosso sangue e nosso ethos está mascarado. Quem se cala nessa hora, com medo do Brasil reacionário, é covarde. Quem fala um “azinho” da moça professora, é um verme.&lt;br /&gt;28 de agosto de 2009 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-5044296556395295223?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/5044296556395295223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=5044296556395295223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/5044296556395295223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/5044296556395295223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/09/otimo-texto.html' title='Ótimo Texto'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-3021331696641168775</id><published>2009-08-31T15:04:00.000-03:00</published><updated>2009-08-31T15:05:49.035-03:00</updated><title type='text'>Prometeu Acorrenttado X Hamlet</title><content type='html'>Angústia pode ser lida como motivação principal das duas obras, não a toa que ambas estejam no centro das influências entre os românticos. Em Prometeu, podemos entender o seu ato de “roubo” do fogo como uma metáfora para aquisição de conhecimento e capacidade de discernir e por tabela o seu castigo eterno como o preço que pagamos quando realmente temos consciência que vivemos num cenário de idiotas. Sofrer, e sofrer eternamente é o resultado de ousarmos discernir que a realidade é cruel, que o mundo e a religião não nos dará alivio as nossas dores e que mais nada faz sentido. O que nos leva também a Hamlet, se esquecermos por um momento que o príncipe luta para vingar a morte do pai ante um tio usurpador, veremos que o próprio príncipe já divaga por entre as paredes do palácio, sofrendo ante uma crise existencial, que é o cerne do monologo lá do Ato 3, cena 1, o famoso “Ser ou não Ser”. Esse monologo em meu entender é sim fruto de uma alma atormentada com a falta de um lugar no mundo, de um deslocamento que é da natureza romântica. Reflexão, dramas de consciência, em ambos, Hamlet e Prometeu Acorrentado somos apresentados a sentimentos e pensamentos eternos e cada vez mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atuais&lt;/span&gt;. Vivemos um mundo em transição? Ou somos nós que em transição por esse mundo árido na verdade nos sentimos deslocados?  Um observação é possível, em todos os momentos em Prometeu Acorrentado é oferecida a chance de uma saída, de uma escapatória ao flagelo, mas o herói orgulhosamente sempre a recusa, em Hamlet, o príncipe sempre surge &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;entediado&lt;/span&gt;, aparentemente é um personagem em que a história não se move nele, ele dialoga com a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;plateia&lt;/span&gt;, mas ainda não acontece de fato, a reclamação ante o casamento do tio com a sua mãe, mais parece uma manifestação de ciúmes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;edipiana&lt;/span&gt; do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;propriamente&lt;/span&gt; uma vergonha por ver um usurpador no trono, e se não fosse o fato dos outros personagens verem o fantasma de seu pai também, poderíamos até suspeitar tratar-se de algum tipo de alucinação, mas a maneira como ele se entrega a sua missão, revela mais um desejo de compensar uma dor por outra. A dor de Hamlet, é não saber seu lugar no mundo, seus amigos são falsos e sua vida é cinzenta, fria e sem um norte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;satisfatório&lt;/span&gt;. A vingança &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;insana&lt;/span&gt; é melhor que a angústia, e a dor é melhor do que a sensação de não estar vivo. A razão de viver, ainda que pela dor, uma outra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;característica&lt;/span&gt; muito explorada pelo romantismo, para sentir-se vivo é necessário provar todas as sensações ao extremo, ainda que essa sensação seja a dor, física ou espiritual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-3021331696641168775?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/3021331696641168775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=3021331696641168775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/3021331696641168775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/3021331696641168775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/08/prometeu-acorrenttado-x-hamlet.html' title='Prometeu Acorrenttado X Hamlet'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-9133110442670572101</id><published>2009-08-27T22:50:00.002-03:00</published><updated>2009-08-27T22:58:10.903-03:00</updated><title type='text'>Eu sempre soube disso.</title><content type='html'>Um pesquisa realizada pela Universidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Heriot&lt;/span&gt; Watt, em Edimburgo, na Escócia descobriu que fãs de música clássica e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;heavy&lt;/span&gt; metal são parecidos. Eu não sei quanto ao uso do dinheiro escocês em pesquisas desse tipo, mas eu acho que os cientistas da supra-citada universidade não descobriram nada lá muito novo. Eu que comecei a ouvir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;heavy&lt;/span&gt; metal por causa de meu gosto pessoal por música clássica sempre vi conexão nos dois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;géneros&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Behemoth&lt;/span&gt; e Wagner provocam em mim o mesmo tipo de emoções. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Death&lt;/span&gt; Metal e opera (Rossini de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;preferência&lt;/span&gt;) me deixam calmo e tranquilo.&lt;br /&gt;Queria ver o povo da Globo noticiar esse tipo de resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080905_musicapersonalidade_np.shtml"&gt;http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080905_musicapersonalidade_np.shtml&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-9133110442670572101?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/9133110442670572101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=9133110442670572101' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/9133110442670572101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/9133110442670572101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/08/eu-sempre-soube-disso.html' title='Eu sempre soube disso.'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-2012340764074427629</id><published>2009-08-20T23:21:00.003-03:00</published><updated>2009-08-20T23:27:14.121-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ateísmo'/><title type='text'>Deus? No meu não.</title><content type='html'>Se Deus realmente fosse real, e o que está escrito na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Bíblia&lt;/span&gt; fosse verdade, o Brasil já teria sido destruído há muito tempo.&lt;br /&gt;Porque o "Todo-Poderoso" detonou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Sodoma&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Gomorra&lt;/span&gt; somente porque uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pervertidozinhos&lt;/span&gt; inofensivos queriam comer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;brioco&lt;/span&gt; de uns anjos. Mas dizer o que de tempos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atuais&lt;/span&gt;? Onde temos um senado do jeito que é, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;câmaras&lt;/span&gt; de vereadores no interior da B&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ahia&lt;/span&gt; que ignoram o caos social que os cerca e só trabalham em proveito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;próprio&lt;/span&gt;. Lideres religiosos que pegam o dinheiro de idiotas para investir em canais de TV, desembargadores e juízes que há muito esqueceram o que é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ética&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Pois é, ou Deus não existe, ou é um cretino &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;cínico&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-2012340764074427629?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/2012340764074427629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=2012340764074427629' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/2012340764074427629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/2012340764074427629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/08/deus-no-meu-nao.html' title='Deus? No meu não.'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-7600366347257510355</id><published>2009-08-12T15:36:00.002-03:00</published><updated>2009-08-12T15:43:14.880-03:00</updated><title type='text'>Tentando.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Como eu estou no momento as voltas com alguns projetos de roteiro, e para não deixar o blog as moscas como outrora eu fazia, resolvi colocar um trabalho que escrevi para a disciplina de Estética e Cultura. Foi um trabalho feito de qualquer jeito, sem revisão, somente porque fui deixado de fora dos grupos de seminario. Nesse trabalho, a minha nota foi maior do que a que eu merecia em minha opinião. Leiam e opinem:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;                             &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;As Estéticas do ódio numa sociedade do espetáculo&lt;br /&gt;                            &lt;br /&gt;   Nos primeiros acordes da música “Aesthetics of Hate” do Machine Head, a guitarra é dedilhada de um modo nervoso, angustiado. Os outros instrumentos surgem na música e a angustia cresce transformando-se em revolta, é quando surgem os vocais do guitarrista e vocalista Robert Flynn, que eleva o sentido da palavra raiva a um outro nível. Ele praticamente brada em sua dor e revolta: “You tried to spit in the eye/ of a dead man’s face/ Attacked the ways of a man not yet in his grave/ But your hate was over all too soon/ Because nothing is over and nothing’s through/ ‘til we bury you.” (“Você tentou cuspir no olho/ da face de um homem morto/ Atacou os modos de um homem ainda não sepultado/ Mas seu ódio já estava sobre tudo tão cedo/ Porque nada terminou e nada está terminado/ até enterrarmos você.”). Ouvimos isso, e salivamos de ódio junto com Flynn.&lt;br /&gt;   Quase três anos, em 8 de dezembro de 2004, ocorria um dos fatos mais chocantes da história da música. Nesse fatídico dia, já marcado por uma outra trágica efeméride, que foi a morte de John Lennon, assassinado 24 anos antes, numa brutal coincidência, um fã maluco invade o palco do Alrosa Villa em Columbus, Ohio durante um show do Damageplan e assassina o guitarrista Dimebag Darrell, que antes fora figura central do Pantera, uma das mais importantes bandas de heavy metal dos anos 90.&lt;br /&gt;   Como seria de se esperar, a morte de Darrell se transforma na bola da vez no circo de mídia da imprensa em busca de sensacionalismos. Nisso se destacou a rede Globo, com uma cobertura preconceituosa e sensacionalista da morte do ex-guitarrista do Pantera. Não basta noticiar, é preciso vender a idéia de que a tragédia tinha sido cultivada pela vítima. Dimebag seria mostrado como um usuário de drogas, pregador do ódio e da violência. Não faltando claro, as típicas insinuações ao satanismo dos headbangers e de que acidentes do tipo ocorriam frequentemente em show de heavy metal.&lt;br /&gt;   Logo em seguida, Arnaldo Jabor apresentou a cereja do bolo, um editorial intitulado “Não Sobrou Nada”, onde certo trecho, ele afirmava: “Com a pressão do mercado mais sólida e invencível, a falsa violência comercial, sem meta, nem ideologia, fica mais louca e ridícula. Os shows de rock viram missas negras que lembram comícios facistas. É música péssima, sem rumo e sem ideal. A revolta se dissolve e só fica o ódio e o ritual vazio. Hoje, chegamos a isso, a essas mortes gratuitas. A cultura e a arte foram embora e só ficou a porrada.” O detalhe, Jabor não foi original nem em suas idéias preconceituosas e em seu texto equivocado, um jornalista americano, William Grim escreveu um artigo para um site conservador chamado Iconoclast. Nesse artigo intitulado “Aesthetics of Hate”, Grim escreveu que Darrell era “parte de uma geração que possui uma confusa noção de arte, um ignorante, bárbaro, um sem-talento possuidor de uma guitarra. Mais simiesco que humano.&lt;br /&gt;   O artigo de Grim geraria claro uma resposta de seus amigos, entre eles Robert Flynn do Machine Head. Mais adiante na mesma música Flynn declara: “For the Love of Brother/ I will say these fucking words/  No silence against ignorance...” (“pelo amor ao irmão/ eu direi estas palavras/ não calar ante a ignorância...”)&lt;br /&gt;   O que se tira do episódio é o modo como se lida com determinadas noticias. Não basta dizer que um fã ensandecido sobe no palco e desfere tiros contra o seu idolo de outrora, por mais que essa noticia pareça chocante, e é. Acontecem coisas piores nas ruas brasileiras em estado de guerra civil. É preciso vender um espetáculo noticioso. Nem que para isso a verdade seja suprimida num festival de preconceitos e idéias distorcidas. Heavy Metal é ainda o alvo perfeito para isso. Multiplica-se através dos meios de comunicação de massa, a idéia e a imagem da violência, da blasfêmia, que estariam presentes entre os seguidores desse gênero musical.&lt;br /&gt;   Se a idéia é vender qualquer imagem tipo de imagem que leve o Homem à passividade e à aceitação dos valores preestabelecidos pelo capitalismo, qualquer coisa que seja fora desses conceitos, não serve porque nega esses valores. O belo não é aquilo que se acha belo, mas aquilo que é dito ser belo, um conceito que vem de cima para baixo. O metal com sua fúria, visual sujo, e criação sonora em tritono não serve para trilhas sonoras de cenas de amor bobas das novelas do horário nobre. Não é comercial, é a antítese desse tempo moderno em que voltamos à celebração do puro, da vida em cor-de-rosa.&lt;br /&gt;   A imagem ganha tal força que as pessoas se pautam por aquilo que é vendido a elas como verdade absoluta, passam então a acreditar no virtual numa proporção igual ou até mesmo maior que o real. É um era onde seitas religiosas surgem, se proliferam e arregimentam fieis através da distorção da verdade possibilitada pela mídia, não toa todas querem um canal de TV, jogadores de futebol e algum cantor para fazer às vezes de relações públicas. Em cada vitória da seleção, cada gol é um festival de erguer as mãos para cima e/ou mostrar camisetas com frase do tipo: “Deus é Fiel”, “Pertenço a Jesus” que depois se converterá em mais marketing, mais fieis e mais dinheiro para o pastor da congregação a qual pertence aquele jogador. Nesse festival de cristãos-novos, onde cada conversão de uma pseudo-celebridade tirada do mundo das trevas onde ela estava revela o diabólico jogo do capitalismo pós-moderno, da sociedade de espetáculos que vende o ideal de felicidade alienada do capitalismo, sua crença religiosa também é comercio, mas o fato é que como diria o Slayer: “God Hates us all” e “God Send Death”. Porque na realidade não há uma salvação do pesadelo moderno, e sim a idéia de que se pagarmos por ela, pagarmos pelas orações, pela salvação, aí ela virá. O carnê que outrora se pagava pela prestação de um carro, de uma TV, agora se usa para pagamento do dizimo, comprando uma passagem e um lugar no paraiso para o pagador. E não interessa, se o crime é hediondo, selvagem e atroz, “aceitou jesus” então é vendida a idéia de que a selvageria ficou no passado e se é mais puro e santo do aquele etico ateu. Não importa portanto o comportamento correto, e sim a imagem de santidade, mesmo que ela seja falsa.&lt;br /&gt;   Religião, informação, entretenimento, a serviço dos meios de comunicação de massa ou os meios de comunicação de massa controlados por grupos economico-religiosos fazem de sua presença constante e incessante, abarcando o Homem e levando-o a crer que ele deve viver a vida do modo como é vendida, uma vida sonhada e idealizada como as presentes em comerciais de margarina. Uma vida onde ficção e realidade se fundem buscando tornar o individuo ainda mais passivo de modo que ele possa deglutir sem contestação os valores vazios de uma sociedade em que não se sabe se o reino da ficção bebe no reino real ou se o reino real é um mundo de ficção. Passivo, como marionetes na mão do títereiro, citado na música do Metallica, Master of Puppets: “Taste me and You will see/ More is all you need/ You’re dedicated to/ How I’m Killing you... ...Obey Your Master/ Master of Puppets I’m puling your strings/ Twisting your mind and smashing your dreams/ Blinded by me, you can’t see a thing....” (“Experimente-me e você verá/ Mais é tudo o que você precisa/ Você está dedicado a como/ Agora eu estou matando você... ... Obedeça seu Mestre/ Mestre de Bonecos eu controlo suas cordinhas/ retorcendo sua mente e esmagando seus sonhos/ cego por mim, você não vê nada”).&lt;br /&gt;   A passividade parece ter vencido, quando ligamos a TV e somos apresentados ao espetáculo, esse sim vazio, que é o Jonas Brothers. Tudo o que a música pode proporcionar em termos de rebeldia e inconformismo contra o sistema opressor, contra as pressões da sociedade de consumo é transformado em um vergonhoso pastel de isopor, montar um grupo hoje é para alguns uma atividade como outra qualquer, cujo objetivo é ganhar dinheiro, muito dinheiro vendendo caderno, mochila, telefone celular e até mesmo a idéia da pureza e do celibato.&lt;br /&gt;  Não basta ter canções excepcionais, conhecer conceitos de andamento, escala e uso de síncope e etc. É preciso ter uma estética que venda o “artista”, transformando a música em artigo de prateleira de supermercado. É assim com o Jonas Brothers hoje, mas já foi assim com o Hanson antes, com Menudos, etc. Nada de muito chocante, tudo embaladinho com lacinho de presente, para que pais e mães despreocupados comprem discos, cadernos, etc. Sem se preocupar se o filho será um rebelde, ou o que valha. Alguém que vai abaixar a cabeça diante de um não, e que vai aceitar toda e qualquer bobagem que for enfiada garganta abaixo.&lt;br /&gt;   Se o espetáculo consiste nessa multiplicação descartável de ícones e imagens, através dos meios de comunicação de massa. Valorando equívocos e transformando-os em hábitos de consumo. A música deixa de ser música, vira uma mercadoria fetichizada, vendida ao sabor das modas e das “ondas do verão”, o que é sucesso hoje, deixa de ser sucesso amanhã, uma manifestação superficial, uma das mais cruéis opressões da sociedade do espetáculo, dizer o que você deve comprar, o que você deve ouvir, o que você deve ser.&lt;br /&gt;  É isso que incomoda entre os fãs de heavy metal. Eles ouvem aqueles que eles querem. Numa cena do Famoso documentário “METAL – Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal” do diretor Sam Dunn, Rob Zombie declara que dificilmente se verá um fã de metal dizendo que esteve ouvindo o som apenas por um verão, que gostou do gênero apenas por seis meses. Essa característica de fidelidade é que permite que o gênero sobreviva mesmo quando leva pedrada de tudo quanto é lado.&lt;br /&gt;   É comprovado, que uma vida sem desafios reais tende a ser depressiva e triste, porque o indivíduo não vê nenhuma função para a sua existência. É fato também que muitos notam certa insatisfação com a vida quando entram na adolescência. Nessa idade complicada, em que o corpo se descontrola com uma nova descarga de hormônios, é que muitos viram alvos fáceis da sociedade de consumo, são cooptados e se alienam, acreditando que a solução para os problemas é fazer parte do espetáculo, seguir ao sabor do fluxo e não contestar. Outros pulam fora, exacerbam sua atitude de revolta transformando-a em ódio, misantropia e desespero, estes vão encontrar alento e consolo num gênero que surge justamente como válvula de escape para os seus conflitos internos e externos.&lt;br /&gt;  Como composição musical, o Heavy Metal está muito ligado ao uso do trítono, um intervalo de três tons entre fá e si, em efeito inverso ao da oitava, enquanto a oitava é estável, o trítono é instável. Tal intervalo ora tem um aspecto angustiante, inquietante, ora tem efeito catártico, sexual até. Uma natureza de corte, separa, divide, desune e dissolve. O principio alquímico do solve, a função do diabolus na alquimia. Por esse efeito psíquico, o tri tono é proibido no canto gregoriano como o símbolo da dissonância, do desacordo, da discordância e rebelião. É, portanto censurado, calado e omitido. Assim, todo um gênero musical, está pesadamente construído em cima de uma estrutura tonal proibida pelo poder constituído a mais de 500 anos. É o trítono, como os musicistas religiosos católicos chamam, diabolus in musica, a natureza musical do heavy metal. E se a afronta já surge na notação musical, ela virá também no seu teor lírico, não se curvando e se comportando como manda o senso comum.&lt;br /&gt;   Ainda no campo da construção musical, para além da composição, o modo como a música em si será construída responderá mais efetivamente aos anseios do compositor e do público que as receberá, os vocais gritados expressando ódio e desespero, as guitarras distorcidas e tensas criando atmosferas por vezes violentas e por vezes tristes, a bateria dando a velocidade inumana e a brutalidade ao todo que se apresenta como os próprios sentimentos, que vem de dentro numa força e num impacto brutal. A música é assim construída em volta desta significação intelectual e emocional de quem a faz e também, porque não, de quem as ouve. E não do que as massas sistematizadas iriam achar. O heavy metal está, em sua grande maioria, construída numa forma pura. De sinceridade artística, por pessoas que acreditam sinceramente naquilo que estão fazendo. Exorcizando a dor e a revolta, transformando em manifestação artística. Cada um exorciza seus demônios interiores a sua maneira, Beethoven sofria de depressão e compôs uma ode a alegria ( a música, não o libreto), Lennon tinha sido um adolescente problemático e era um adulto angustiado. No metal e nos seus subgêneros, as temática lírica é em função muito desse subgênero, mas o subgênero é uma função do emissor, garotos deprimidos ou fazem uma banda de doom metal e explicitam o que os afetam numa atitude próxima ao de uma terapia pública, compartilhando sua dor e sofrimento com outras pessoas.&lt;br /&gt;   Psicólogos costumam dizer que suicídio é um ato de desespero quando se sente desamparado, dificilmente uma música que fala das dores internas e do desespero do autor levaria alguém que a escute ao suicídio. Mas não foi isso que alguns pais nos anos 80 pensaram, quando processaram Ozzy Osbourne e Judas Priest por induzirem seus filhos a tirarem suas próprias vidas, o que seria apenas um processo ridículo, envolvendo péssimos pais jogando a culpa de suas falhas como mentores para outras pessoas, acabou virando um circo de mídia, com equívocos e sensacionalismos baratos, semelhante ao que seria visto no fim de 2004 quando da morte de Dimabag. O mais cômico da situação, é que nem os pais (porque não quiseram ver) e nem a imprensa ( porque não procurou, talvez não interessasse) perceberam que uma das letras apesar do nome: “Suicide Solution” não fala de suicídio e sim de como o alcoolismo estava destruindo a vida do autor da música, no caso de Ozzy Osbourne: “Now you live inside a bottle/ The reaper's traveling at full throttle/ It's catching you but you don't see/ The reaper is you and the reaper is me.”( “ Agora você vive dentro de uma garrafa/  A morte viajando à velocidade máxima/ Ela está te alcançando, mas você não vê/ A morte é você e a morte sou eu.”).&lt;br /&gt;   Volta-se então, ao Jabor, a Globo e ao texto americano sobre a morte de Dimebag. Chegamos num ponto em que não se tem a desinformação como negação da realidade, aqui o que se apresenta é o outro aspecto, o de um novo tipo de informação que contém uma parte de verdade, o que será modificada, temperada, lavada, e será usada de forma manipulatória. As letras de Darrell eram violentas não como apologia a violência e sim como o grito primal de um garoto exorcizando seus fantasmas. Mas no entendimento distorcido de quem acha que se deve aceitar a tudo de forma passiva,e vende a idéia da alienação travestida de rebeldia ou o discurso consumista disfarçado de contestação social. Se para a globo, por vezes o hip hop é apologia ao tráfico, o heavy metal é incitação a violência e a morte. Fato é, jamais se verá uma banda de Heavy Metalnuma trilha sonora de novela das oitos, a melodia não serve, a letra também não, então, se não serve como trilha sonora, se incita os fãs a contestarem o vazio existencial de uma vida numa sociedade de consumo, logo o gênero e seus fãs são inimigos.&lt;br /&gt;   A ojeriza ao gênero vem daí? De uma afronta ao comercialismo vazio e aos ideais religiosos comuns? Talvez, mas a melhor resposta é dada por Sam Dunn, no final do documentário sobre Heavy Metal já citado aqui: “... o que ficou claro é que o metal enfrenta o que preferíamos ignorar. Celebra o que frequentemente negamos. Delicia-se com o que mais tememos. Por isso o Heavy Metal vai ser sempre uma cultura de excluídos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You Can’t be something you’re not./ Be Yourself, By yourself, stay away from me.&lt;br /&gt;Walk By Pantera.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-7600366347257510355?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/7600366347257510355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=7600366347257510355' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/7600366347257510355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/7600366347257510355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/08/tentando.html' title='Tentando.'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2819157840570721453.post-4714954823713438913</id><published>2009-08-10T03:21:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T03:38:54.508-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='John Hughes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clube dos Cinco'/><title type='text'>John Hughes, 1950-2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/Sn-8rRlJeOI/AAAAAAAAAFw/505zMEQLdwM/s1600-h/_46169568_jex_426550_de27-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368216732488530146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/Sn-8rRlJeOI/AAAAAAAAAFw/505zMEQLdwM/s400/_46169568_jex_426550_de27-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/Sn-8lrXBM4I/AAAAAAAAAFo/uMye006GyJE/s1600-h/clubedos5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368216636329374594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/Sn-8lrXBM4I/AAAAAAAAAFo/uMye006GyJE/s400/clubedos5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passei os últimos dias pensando no que dizer sobre John Hughes. Não queria e nem poderia deixar a morte dele passar em branco. Mas também não queria dizer algo banal, afinal de contas, estou falando de um cara cujos filmes foram parte importante na formação de muitos de minha geração.e cuja morte talvez não tenha tido a devida importância que uma pessoa como ele merecia. Talvez a morte dele passe em branco entre os pseudo-intelectuais e críticos boçais que pululam por aí. Gente que não percebe em Hughes um modo diferente de se dirigir a juventude, fugindo ao lugar comum e tentando guiar-nos para além do mar de obviedades. Hughes talvez tenha sido um profeta falando para nós em meio ao desamparo de viver no auge da era Reagan.&lt;br /&gt;Pensei em falar sobre seus filmes de um modo geral ou algo semelhante, o fato que queria fugir do lugar comum de falar de “Curtindo a Vida Adoidado”, talvez seu filme mais famoso. Não nego a importância desse filme, longe disso, considero um clássico, indo mais além, uma obra-prima subestimada. Mas justamente por isso, acho que todos falariam das aventuras de Ferris Bueller. Eu queria fazer algo diferente.&lt;br /&gt;Resolvi fazer uma maratona com alguns dos filmes de John Hughes antes, e foi revendo “O Clube dos Cinco”, que vi algo que sintetiza bem a importância de John Hughes para aqueles que como eu tem mais de 30 anos, e até mesmo para os mais novos, afinal eu ainda vejo uma certa atemporalidade na obra dele.&lt;br /&gt;Em “O Clube dos Cinco”, Hughes parte daquilo que poderia ser o típico grupo de adolescentes estereotipados para fazer um pequeno estudo das pressões aos quais somos submetidos nessa fase da vida. Pressões por parte de nosso nicho social, e principalmente por parte de nossos pais. É difícil ver num filme adolescente comercial, tal profundidade no tratamento desse tema espinhoso, o de como muitas vezes somos vitimas da carga de ansiedades e frustrações que nossos pais e mestres depositam sobre nós. Nos pressionando para ou sermos como eles, ou sermos como eles esperam que sejamos, quando no fundo tudo que queremos é sermos nós mesmos, encararmos a vida de nosso jeito, errarmos e acertarmos por nós mesmos. Hughes teve sensibilidade para ver isso, para lidar com isso de um modo ao mesmo tempo leve e profundo, divertindo e refletindo, do jeito que uma grande obra da cultura pop deve ser.&lt;br /&gt;O atleta que não pode perder jamais vivido por Emilio Estevez, o nerd superdotado de Anthony Michael Hall, a patricinha aparentemente fútil de Molly Ringwald, o rebelde violento fruto de um lar desestruturado de Judd Nelson e a garota estranha de Ally Sheed podem até ser considerados estereótipos hoje em dia, mas quando foram criados e do modo como estão inseridos, estão mais para arquétipos universais. Como bem diz a redação que eles entregam ao final do filme, dentro de nós existe cada um deles.&lt;br /&gt;Tomara que o tempo dê a Hughes a importância que ele merece.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2819157840570721453-4714954823713438913?l=alanbarrosnogueira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/feeds/4714954823713438913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2819157840570721453&amp;postID=4714954823713438913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/4714954823713438913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2819157840570721453/posts/default/4714954823713438913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alanbarrosnogueira.blogspot.com/2009/08/john-hughes-1950-2009.html' title='John Hughes, 1950-2009'/><author><name>Alan B. Nogueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14008287219630796199</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/SpwYiSKUoUI/AAAAAAAAAF4/jCQhkVYnovM/S220/P1010904SG.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p6KIXCaEtc8/Sn-8rRlJeOI/AAAAAAAAAFw/505zMEQLdwM/s72-c/_46169568_jex_426550_de27-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
