Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Nepenthe*

think about all the good in your life
- it's only temporary
think about all the positive sides in life
- they never last forever

so drink to forget
and drown all your sorrow
bury your dreams
choose mind refinery

all the tears and the fears and the lies and the cries and the...
(nepenthe)
all the tears and the fears and the lies and the cries of the past

when the light of the chosen has died
when the Master is slave to his life

all the tears and the fears and the lies and the cries and the...
(forget)
all the love and the hate and the hate and the hate for you - my love

when the light of chosen has died
it is time to do something right, for once, goddamned!

so drink to forget
and drown all your sorrow
bury your dreams
and choose Catharsis!

all the tears and the fears and the lies and the cries and the...
(revenge)
all the hate in the world is the power to bring you down!

when the light of chosen has died
it is time to pay back for their crimes.



*Nepenthe é uma droga do esquecimento mencionada na mitologia grega apesar de sua origem ser egípcia.
A música do Sentenced não é depressiva como alguns podem pensar, o tom da letra e da maneira como Taneli Jarva canta está mais para um certo cinismo, um sarcasmo.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Andando em círculos, cego pelo sol.


Em muitos momentos, eu me sinto como Rory O'Shea...
Em uma errática repetição de atitudes, mas sinto como se não pudesse evitar, apesar de parecer que procuro por isso.

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Visual melhor que o resultado.


Sempre que vejo Matrix, não posso deixar de pensar: Seria esse o filme BDSM mais caro da história?

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Two-Lane Blacktop





Quando sou perguntado a respeito de meu gênero de cinema favorito ou alguma questão semelhante, por vezes fico exasperado sem saber como responder, não tenho uma resposta fácil, por até mesmo não ter um gênero favorito. Particularmente, me interesso mais por temáticas e afins.
Mas noto que na minha lista de filmes favoritos, um gênero ou subgênero aparece com um freqüência ligeiramente maior, mas muito ligeiramente mesmo. Falo dos road-movies.
Dentre os meus road-movies favoritos, um entrou na lista recentemente, Two-Lane Blacktop. Lançado em 1971, "Two-Lane Blacktop" é indiscutivelmente um dos melhores road-movies existenciais feitos entre o final dos anos 60, início dos anos 70 (incluindo aí "Easy Rider" e "Vanishing Point"). O diretor Monte Hellman faz um exame cru, por vezes contundente, da alienação americana. O filme é simplesmente brilhante devido à sua recusa em ceder as facilidades do mero comercialismo. Existe até uma corrida em "Two-Lane Blacktop", embora essa pareça terminar antes mesmo de começar. Existem extraordinários muscle cars também. Mas Two-Lane Blacktop é um estudo de personagens, embora os personagens não sejam pessoas como nós particularmente conhecemos.Os três principais personagens, almas perdidas num vazio de identidade e emoção. James Taylor (sim, aquele cantor mela-cueca trazido ao rock in rio por Roberto Medina), Dennis Wilson (o único surfista dos beach boys) e Warren Oates (não é o Oates de hall & oates) vivem os personagens principais, o que poderia já causar um certo estranhamento, mas o filme é muito bom. Taylor e Wilson cruzam silenciosamente as pequenas estradas do interior dos EUA procurando pela próxima corrida em seu Chevy ‘55. Eles acabam encontrando com Oates, um sujeito meio nervoso e tagarela que vive perdido em algum tipo de crise de meia-idade, enquanto leva caronistas no seu GTO.Acrescente nesta mistura uma jovem caronista interpretada de maneira soberba por Laurie Bird. Ela salta para frente e para trás entre estes três homens, sempre evitando suas desastradas tentativas de assédio.
"Two-Lane Blacktop" é um estudo de homens tristes perpetuamente perdidos em alguma desconhecida paisagem americana. Eles são fantasmas pairando, sem identidade, para sempre à procura de um sentido que não pode ser encontrado. Não há respostas nem verdades simplórias na complexa odisséia de Hellman. Estes homens estão presos, os seus carros servindo como caixões ambulantes, sem resgate aparente na próxima curva, destinados inexoravelmente a avançar cada vez ainda mais longe.
O início dos anos 1970, a música vinda do rádio AM, combinado com postos de gasolina anônimos, restaurantes de beira e numerosas pequenas localidades, tudo contribui para o efeito global do sombrio estudo de personagem que Hellman fez. "Two-Lane Blacktop" é um dos melhores filmes americanos, e que quase ninguém jamais ouviu falar.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Aquecimento Global



Aquecimento Global? Talvez, o fato é que foram muito poucos os dias realmente de inverno aqui no Rio.

Para mim é ainda pior, sou um baiano não muito afeito a calor, prefiro dias invernais, frios, quem sabe até cinzentos. A janela do meu quarto não possui obstáculos a luz do sol, que bate inclemente desde as primeiras horas da manhã. Gosto de ficar acordado durante a madrugada e com esse "despertador" solar tenho dormido muito pouco.

Com o calor senegalês que tem feito esses dias aqui no Rio, voltam os problemas típicos não só de grandes metropólis, como um certo teto acinzentado na cidade ( não confudir com o cinzento nublado que me agrada). Surge também, um outro problema típico do Rio, fruto da inoperância governamental brasileira, a dengue. Dengue que só não está na pauta jornalística devido aos jogos olímpicos, mas que segue matando por aqui.

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Falta de respeito é do COI.

O presidente do COI, Jacques Rogge, criticou Usain Bolt por falta de respeito com adversários. Como assim? Só porque o cara é brincalhão? Em tempos tão sisudos, onde tudo é muito sério e ridiculo, Usain Bolt foi um sopro de novidade nesses cinzentos jogos olímpicos.
Sr. Rogge falta de respeito é escolher Beijing, numa China opressora e poluída como sede dos jogos olímpicos. Falta de respeito é nunca ver punição para a corrupção desenfreada entre os cartolas da "familia olímpica". Falta de respeito é não permitir manifestações de luto da delegação espanhola após a tragédia aérea que se abateu por lá e cuja solitação de bandeira espanhola a meio pau e braceletes negros o COI rechaçou.
Quer saber? Pelo visto o COI não quer que gostemos de olimpíadas ou seria uma olimpiada?

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Faço minhas as palavras de Juca.

Eu iria escrever algo semelhante. Mas para que escrever quando alguém melhor que eu escreveu algo melhor com o mesmo tema? Peço licença ao Juca e publico aqui um artigo que ele escreveu na Folha, com propriedade e inteligência. É por textos assim que sou fã do Juca desde a época em que ele trabalhava na revista Placar.

“Da 'Folha' de domingo


JUCA KFOURI
Os Jogos da hipocrisia
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Não é de hoje que o Movimento Olímpico perdeu seu idealismo. Mas Pequim passa de todos os limites
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"POR QUE você não foi para Pequim?", perguntam.
"Porque não quis", respondo. Mais: estou entrando em férias e só volto aqui no dia 21.
Claro que verei a Olimpíada e até comentarei no blog, mas ando cheio de tanta hipocrisia, a começar pela caça aos que são pegos no antidoping por hábitos que só fazem mal e pioram o rendimento.
Não aceito ver essa cartolagem imunda da família olímpica no papel de fiscal dos hábitos da juventude e, ainda por cima, expondo jovens à execração pública, como acabam de fazer com um jogador do handebol brasileiro.
Como não suporto o ufanismo da maior parte das narrações, com as exceções de praxe para os felizardos que podem assinar um canal de televisão fechada, razão pela qual darei uma fugidinha do país para acompanhar Pequim de uma cidadezinha colonial mexicana apaixonante chamada Guanajuato.
Porque passa do limite ver um Carlos Nuzman fazer quase o elogio da poluição ou se jactar pela maior delegação brasileira da história, quando só 12% de nossa rede escolar tem quadras de esporte.
Aliás, quanto mais medalhas o Brasil ganhar, mais ficará demonstrado o desvio de sua não-política esportiva, porque privilegia o alto rendimento em vez da inclusão social ou a saúde pública por meio da prática de esportes.
Dá engulhos ver a cartolagem em hotéis de até sete estrelas enchendo a boca para dizer que esporte e política não se misturam, quando nada foi mais político do que escolher Pequim para receber os Jogos, cidade que, além de poluída, é uma capital que se notabiliza por cercear direitos básicos da cidadania.
Tudo por dinheiro, tão simples assim.
Porque a China talvez seja o melhor exemplo, com todas as suas contradições, de como ainda não se achou um sistema razoável, tão óbvias são as mazelas do comunismo e do capitalismo reais.
É claro que verei tudo, é claro que me emocionarei com as vitórias brasileiras, como com a festa de abertura.
É evidente que torcerei para que aconteçam triunfos como nunca, porque tenho a surpreendente capacidade (surpreende a mim mesmo, diga-se) de voltar a ser criança a cada competição em seu apito inicial.
E não é de hoje.
Faço assim com os jogos de futebol lá se vão bem uns 26 anos, depois que se revelou a existência da chamada "Máfia da Loteria Esportiva".
Porque paixão é paixão e não se explica, não se racionaliza, se sente.
E se curte.
Sim, eu sei que serei capaz de me comover às lágrimas até com a superação de um atleta que não seja conterrâneo, como já me aconteceu inúmeras vezes.
Mas é preciso que se diga que mais que em Atlanta, quando os Jogos Olímpicos modernos comemoraram cem anos e a Coca-Cola alijou Atenas de recebê-los num crime contra a história, esta edição chinesa é um soco em quem associa o esporte à saúde e à liberdade.
Lamento sentir assim, mas quem viveu a inesquecível festa de Barcelona-1992, cujos equipamentos até hoje são utilizados por quem os pagou, os catalães, além da hospitalidade que recebeu o mundo tão bem, não pode engolir Pequim-2008. “



Não preciso dizer mais nada, ele disse tudo, eu apenas assino embaixo.

obs: Os negritos no texto são meus.